Trump recebe Xi com todas as honras e garante que China também não quer barreiras à IA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (24) que a China também não quer impor barreiras ao desenvolvimento da inteligência artificial, pouco antes de receber seu homólogo Xi Jinping com todas as honras na Casa Branca.
Xi e sua esposa, Peng Liyuan, serão recebidos a partir das 10h (11h00 no horário de Brasília) com um desfile militar, uma salva de 21 tiros e um sobrevoo de um esquadrão da Força Aérea.
Em seguida, terão início as discussões entre os dois líderes e suas respectivas equipes, que, segundo observadores em Washington, não devem produzir resultados expressivos.
China e Estados Unidos mantêm uma trégua comercial após Trump ter ameaçado impor tarifas significativas ao gigante asiático. Pequim retaliou com suas próprias tarifas, e ambas as potências decidiram congelar a escalada.
A suspensão durará dois meses, até 10 de janeiro, anunciou o secretário do Tesouro, Scott Bessen, após a chegada de Xi no dia anterior.
A China, cuja economia também sofreu com a instabilidade no Oriente Médio e a crise de abastecimento de petróleo, tem interesse em manter o status quo.
E Trump, com eleições de meio de mandato cruciais a pouco mais de um mês de distância e um sério impasse na guerra contra o Irã, quer garantir a neutralidade da China.
- Deixar IA 'como está' -
"A superinteligência será um grande tema de discussão, mas quero deixá-la exatamente como está", disse Trump, recorrendo ao termo que anunciou que usará para se referir à IA.
"Essa também é a posição da China. Nossa segurança é o Departamento de Justiça (americano)!", acrescentou.
Xi não se pronunciou sobre o assunto, que ganhou destaque nos Estados Unidos pouco antes da eleição.
Os líderes de grandes empresas de IA, como a Anthropic e a OpenAI, defenderam tais regulamentações em vista do rápido avanço de suas próprias pesquisas.
Esses líderes foram convidados para o banquete de Estado na noite desta quinta-feira.
A última vez que Xi visitou a Casa Branca foi em 2015, durante a presidência de Barack Obama.
"Nossos dois países devem ser parceiros, e não rivais", disse Xi, segundo declarações publicadas pela agência de notícias estatal Xinhua.
"Os povos chinês e americano desfrutam de intercâmbios amistosos de longa data, e nossos interesses estão profundamente interligados", acrescentou.
A visita de Xi será concluída na manhã de sexta-feira com um chá para os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está guardada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.
T.Ostrowski--GL