AGU pede investigação de suposto plano dos EUA para financiar agenda da extrema direita no Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, nesta quinta-feira (1º), que seja investigado um suposto plano do governo do presidente americano, Donald Trump, para usar recursos públicos com o objetivo de promover uma "agenda de extrema direita" no Brasil.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, apresentou o pedido um dia depois de o jornal britânico The Guardian publicar um artigo que afirma que o governo Trump planeja financiar com 1 milhão de dólares (R$ 5,2 milhões) organizações que se opõem ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo um comunicado de seu gabinete.
No próximo domingo (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-TJ) se enfrentam no primeiro turno de eleições presidenciais que se anunciam muito acirradas.
O artigo no jornal britânico "acende um importante alerta para a soberania brasileira", postou Messias no X.
"Divergências entre governos são próprias das relações internacionais. O que não se pode admitir é que interesses políticos estrangeiros pretendam interferir no funcionamento das instituições brasileiras ou influenciar, direta ou indiretamente, as escolhas que pertencem exclusivamente ao povo brasileiro", acrescentou.
Para a Advogacia-Geral da União, o artigo é "especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições do País", segundo a nota.
Trump foi um aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), pai de Flávio, e apoiou vários candidatos de direita vencedores em eleições recentes na América Latina.
Lula, de 80 anos, alertou Trump para não "se meter" nas eleições brasileiras.
K.Wojcik--GL