Oligarca russo diz que Trump Jr. devolveu dinheiro de gastos com seu casamento luxuoso
Um magnata russo próximo do presidente Vladimir Putin disse, nesta terça-feira (6), que Donald Trump Jr. reembolsou centenas de milhares de dólares gastos na luxuosa celebração do casamento do filho do presidente americano.
Umar Kremlev, que preside a Associação Internacional de Boxe, confirmou o reembolso durante uma coletiva de imprensa em Istambul, mas afirmou que não via qualquer razão para que o dinheiro tivesse que ser devolvido.
"Sim, o fez", disse Kremlev quando perguntado se Trump Jr. tinha lhe reembolsado o dinheiro.
"Ele reembolsou, sim, o dinheiro que gastei no presente", acrescentou, através de um intérprete.
Kremlev comparou o acerto a convidar amigos para sua casa de campo e disse que exigir um reembolso depois seria "ridículo".
A revelação é a última reviravolta de uma polêmica que suscitou pedidos para uma investigação do Congresso sobre se interesses estrangeiros estão obtendo acesso ou influência através de membros da família do presidente Trump.
O veículo investigativo ProPublica reportou, no mês passado, que Kremlev pagou centenas de milhares de dólares para a celebração de vários dias do casamento de Trump Jr. com Bettina Anderson nas Bahamas, incluindo o aluguel de uma ilha privada.
Trump Jr. e sua esposa admitiram posteriormente a participação de Kremlev, descrevendo-o como um amigo que "muito generosamente organizou" duas noites de comemorações após a cerimônia.
O presidente americano defendeu o acerto e tinha dito antes a jornalistas que seu filho havia reembolsado o dinheiro.
O senador republicano John Curtis, de Utah, pediu ao Comitê Judiciário do Senado que investigue e chame para depor Trump Jr., argumentando que as famílias presidenciais deveriam ser alvo do mesmo escrutínio independentemente do partido.
"Uma torradeira é um presente de casamento. Uma festa em uma ilha privada paga por um oligarca vinculado a Putin é outra coisa", disse Curtis no mês passado.
Kremlev, que recebeu de Putin a Ordem da Amizade da Rússia, descartou as sugestões de que o presente tenha tido um significado político.
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H.Kolodziej--GL