Confrontos em Milão após protesto contra o custo de vida
Jovens e policiais entraram em confronto pelo segundo dia consecutivo neste domingo (18), em Milão, capital econômica da Itália, onde grupos de pessoas atiraram garrafas e saquearam estabelecimentos comerciais nos arredores da central Praça do Duomo.
A polícia da cidade deteve cerca de 70 pessoas desde sábado, segundo a agência de notícias Ansa.
A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para segunda-feira, a fim de discutir a situação.
Os incidentes lembram, embora em menor escala, as cenas de violência e saques registradas no sábado em Paris.
Os confrontos começaram no sábado, à margem de uma manifestação autorizada contra o aumento do custo de vida.
Situações semelhantes também foram registradas em outras cidades do norte do país, como Bolonha e Turim.
Neste domingo, a polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar vários grupos reunidos na Praça do Duomo, coração histórico e turístico de Milão.
Imagens de vídeo mostraram jovens, em sua maioria homens e muitos deles encapuzados, lançando objetos contra veículos da polícia.
Um supermercado localizado na Via Torino, uma das principais ruas comerciais do centro, que desemboca na praça, foi saqueado. Também foram registrados danos a contêineres, bicicletas e patinetes compartilhados.
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou ter visto "vitrines quebradas, lojas saqueadas e cidadãos amedrontados".
"O que aconteceu aqui é o que estamos vendo em muitas cidades do mundo", declarou à Ansa. "Estou muito preocupado porque se trata de um fenômeno novo, que também tem origem em um contexto internacional e se alimenta dele".
Meloni, cujo governo de coalizão entre a direita e a extrema direita enfrentará eleições em 2027, classificou no sábado os responsáveis pelos distúrbios como "vândalos que se aproveitam das manifestações para semear o caos, atacar aqueles que garantem a segurança e fazer cidades inteiras de reféns".
"Manifestar-se é um direito. Devastar nossas cidades não é", escreveu na rede social X.
C.Pawlowski--GL