Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, de acordo com projeções de vários media. Quanto à maioria democrata no Senado, alcançada depois da Câmara de Representantes, é avançada pelos canais NBC e CNN e pela agência AP.
Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, de acordo com projeções de vários media. Quanto à maioria democrata no Senado, alcançada depois da Câmara de Representantes, é avançada pelos canais NBC e CNN e pela agência AP.
Com a contagem ainda em curso nos estados que já fecharam as urnas, os democratas "roubaram" aos republicanos cinco bastiões - Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Texas e Kansas - ficando com 51 lugares projetados no Senado (100 lugares). O feito no Iowa coube a Josh Turek, que bateu a republicana Ashley Hinson. No Kansas, os republicanos perderam para os democratas um lugar no Senado que detinham desde 1932.
Numas eleições em que estão em jogo 35 lugares no senado, os democratas James Talarico e Sherrod Brown foram dados como vencedores, respetivamente, pelo Texas e Ohio. Depois de terem tirado aos republicanos um lugar no Senado pela Carolina do Norte, Annie Andrews também foi dada como vencedora nas projeções da CNN e NBC, na corrida ao lugar da Carolina do Sul que era do falecido senador Lindsey Graham, e para o qual avançou a irmã deste, Darline Graham, com apoio do Presidente Donald Trump.
Na vizinha Carolina do Norte, o democrata Roy Cooper ganhou a corrida ao Senado, o primeiro lugar a ser tomado aos republicanos esta noite na câmara alta do Congresso, onde a maioria republicana está em risco. Quanto à CNN e a NBC apontam que Cooper bateu o republicano Michael Whatley, num estado onde o partido do Presidente Donald Trump tem vencido confortavelmente as últimas eleições.
As projeções apontam ainda que o senador democrata Jon Ossoff, que tinha o lugar em risco, ganhou as eleições intercalares no estado da Georgia. Ossoff, um dos potenciais candidatos presidenciais nas eleições de 2028, bateu o republicano Mike Collins, sendo que a vitória foi rapidamente antecipada pelas projeções da CNN e de outros media como a NBC e a agência AP. De madrugada, a "onda azul" chegou também ao Michigan, dando aos apoiantes de Abdul El-Sayed o pleno, com a chegada do primeiro muçulmano ao Senado e o controlo do Partido Democrata no Congresso norte-americano.
Ainda na Georgia, mas na corrida à Câmara de Representantes, o democrata Jamie Ager teve idêntico sucesso ao de Ossoff, ganhando um lugar aos republicanos. Com todos os 435 lugares da Câmara dos Representantes em jogo nestas eleições, e quando decorre ainda a contagem de votos nos estados que já fecharam as urnas, a maioria democrata é dada como certa nas projeções da CNN e NBC, entre outras.
A NBC projeta que os democratas deverão alcançar uma maioria de acima de 50 lugares - 244 para 191 republicanos. Quanto à maioria da Câmara de Representantes era republicana, com 218 assentos, desde as eleições intercalares de 2022, as últimas da presidência do democrata Joe Biden.
O Presidente norte-americano entendeu que a guerra no Irão foi "parcialmente" responsável pela derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira e felicitou os democratas. Numa entrevista telefónica ao canal Fox News, Trump declarou que os democratas "fizeram um bom trabalho" e "lutaram bem".
Quanto ao líder republicano insistiu que não entende estes resultados como uma avaliação da sua gestão, incluindo a guerra no Irão, com a qual, considerou, "as pessoas concordam", embora tenha reconhecido o provável impacto do aumento dos preços dos combustíveis. "Não tem nada a ver com o meu gabinete", defendeu, argumentando que "havia uma certa atmosfera no ar" e que não deveria sentir-se culpado.
"Quase nunca o presidente em exercício, independentemente de ser bom ou mau, republicano ou democrata (...) consegue vencer" as eleições intercalares, referiu. Depois de ter insistido, durante a campanha, que os eleitores deviam fazer de conta que o seu nome estava no boletim de voto, Trump demarcou-se na noite de terça-feira da derrota dos republicanos.
"Eu não estava no boletim de voto e, se estivesse, teríamos ganho com uma vitória esmagadora!", escreveu o Presidente na Truth Social.
P.Majewski--GL