Detenta que sobreviveu a execução fracassada nos EUA está consciente, dizem advogados
A mulher que sobreviveu a uma execução fracassada nos Estados Unidos na semana passada está consciente e falando, embora seu diagnóstico siga incerto, disseram seus advogados nesta terça-feira (5).
Christa Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital em uma prisão do Tennessee há uma semana e, desde então, encontrava-se em estado crítico, inconsciente e com respiração assistida. Ela foi condenada à morte por um assassinato que cometeu quando era adolescente.
Os advogados de Pike disseram que “contra todas as probabilidades” ela está “consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos críticos”. “Apesar do grave dano que sofreu nos braços, continua algemada e acorrentada à cama”, afirmaram em comunicado.
“Sua recuperação não tem precedentes do ponto de vista médico. Seu prognóstico segue incerto, mas, no mínimo, prevemos uma longa recuperação”, acrescentaram.
Seus advogados reiteraram o apelo ao governador do Tennessee, Bill Lee, para que comute a pena de Pike para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
O diretor do sistema prisional do estado sulista renunciou e Lee suspendeu a aplicação da pena de morte após a execução fracassada, à espera de uma investigação independente.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, uma de suas colegas em um centro de formação profissional. Pike tinha 18 anos. Seus dois cúmplices, também adolescentes, escaparam da pena capital.
Ela teria sido a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte dos Estados Unidos, Pike é a primeira detenta que sobrevive “após receber injeções com doses letais de fármacos utilizados em execuções”.
R.Kozlowski--GL