Democratas pedem procurador especial para investigar os vínculos de Trump com Epstein
Legisladores democratas pediram, nesta segunda-feira (26), a nomeação de um procurador especial para investigar os vínculos do presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, a oito dias das cruciais eleições de meio de mandato.
Os democratas do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes reacenderam as acusações de conduta sexual inadequada feitas contra Trump que, na época, era um amigo próximo do financista caído em desgraça.
Epstein foi encontrado morto em sua cela em Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores; o caso foi classificado como suicídio.
Trump lutou durante meses para impedir que o Departamento de Justiça divulgasse os chamados "Arquivos Epstein", mas acabou assinando uma lei, aprovada pelo Congresso, que exigia a sua publicação.
O nome do presidente, de 80 anos, aparece repetidamente nos documentos, mas ele nega qualquer vínculo com os crimes de Epstein.
O representante Jamie Raskin, o democrata de maior escalão no Comitê Judiciário da Câmara, acusou o Departamento de Justiça de encobrir "crimes para proteger o presidente".
"Cinco mulheres acusaram diretamente Trump de estupro ou agressão sexual na companhia ou na presença de Epstein", afirmou Raskin.
Os democratas do Comitê Judiciário da Câmara pediram ao procurador-geral Todd Blanche que nomeie um procurador especial independente para investigar os vínculos de Trump com Epstein.
Eles reconheceram, no entanto, que é pouco provável que o Departamento de Justiça, sob a direção de Blanche, que foi advogado pessoal de Trump, "dê sequer este passo mínimo", já que consideram Blanche o "procurador-geral pessoal" de Trump.
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, é a única pessoa condenada por um crime relacionado ao caso e cumpre uma pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual.
Maxwell, de 64 anos, foi condenada em 2021 por fornecer menores de idade a Epstein, cujas conexões com poderosos executivos empresariais, políticos, celebridades e acadêmicos alimentaram, ao longo dos anos, um intenso escrutínio e teorias da conspiração.
Z.Tomaszewski--GL